Somos uma turma agora do 4.º ano da Escola Básica de Recarei.
Gostamos de trabalhar, de brincar, de cantar, de pintar, e adoramos explorar a natureza...
Aqui nesta Caixinha Mágica vamos guardar os nossos tesouros para que os nossos amigos possam ver o que fazemos.
Na última experiência exploramos a dissolução e percebemos que podemos ter uma saturação da solução se aumentarmos muito o soluto. Existe um limite máximo para a capacidade de dissolução do açúcar (solvente) no soluto (água).
Hoje fomos investigar se conseguimos, tal como na água, dissolver uma certa quantidade de açúcar mas em diferentes solventes.
Usamos leite, vinagre, óleo e álcool e pudemos verificar que o soluto (açúcar) tem comportamentos diferentes em cada solvente, dissolvendo-se na água e no leite mas não se dissolvendo no álcool.
Hoje, depois do intervalo da manhã, tivemos a nossa Assembleia de Escola.
Começando pelo 4.º ano, cada turma apresentou o problema identificado. Devíamos apresentar apenas um e, como tínhamos apontado várias coisas, o Gabriel falou do Compostor e da necessidade de não colocar lá lixo.
Cada turma apresentou o seu problema e acabaram por ser apresentados todos os pontos que tínhamos preparado. Falou-se do jardim que é calcado e do lixo que ainda aparece no recreio. Os pequeninos do Pré-Escolar pediram mais material para brincarem no recreio, por exemplo, uma caixa de areia.
As ideias foram apontadas numa grande folha que vai ficar exposta no átrio da escola para que possamos todos relembrar o que precisa de ser mudado.
As reuniões do Eco Escolas vão começar e o Conselho pode partir daqui para organizar as nossas atividades.
Quando começámos a falar dos primeiros povos, falei à turma do Monte Mozinho que fica aqui bem perto, em Penafiel, sugerindo uma visita.
Já houve algumas explorações da turma e hoje recebi estas fotos do Martim a documentar a sua visita a esta maravilha aqui tão pertinho de nós.
- Soubeste explicar aos pais o que era? - perguntei. - Soube, sim, professora! - respondeu ele na sua excitação habitual. Haverá melhor forma de saber o que é um Castro ou Citânia?!...
Hoje falamos da Reconquista Cristã e da Formação de Portugal.
Nos finais do Século XI, para combater os muçulmanos que invadiram a Península, D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, teve a ajuda dos condes franceses D. Henrique e D. Raimundo. Como agradecimento, deu a cada um uma porção de terra, um Condado, e autorizou-os a casar com as suas filhas, D. Teresa e D. Urraca.
O conde D.Henrique que ficou então a governar o Condado Portucalense, mas sempre ligado ao rei de Leão e Castela queria a independência mas morreu cedo, ficando D.Teresa a governar, com o apoio de nobres galegos (de Leão e Castela). Isto não agradou muito à nobreza portucalense nem ao povo!
O seu filho, D. Afonso Henriques, ainda , lutou pela independência e em 1128, na Batalha de S. Mamede, venceu as tropas de D. Teresa, assumindo o governo do Condado Portucalense.
Em 1143, no Tratado de Zamora, o rei de Leão reconheceu a independência do condado que passou a chamar-se Reino de Portugal.
Em 1179 o papa Alexandre III, na bula (documento) manifestis probatum, reconhece Portugal como reino independente e D. Afonso Henriques como seu rei.
Amanhã de manhã vamos ter mais uma Assembleia de Escola para identificarmos problemas, dar sugestões, fazer pedidos,...
Cada turma devia ter um porta-voz e na nossa decidiu-se que seria o Gabriel porque é o Delegado da Turma.
Conversamos sobre o que está bem ou mal, o que podia ser mudado, demos sugestões.
Mais uma vez falámos do lixo que ainda aparece no recreio e sugerimos que toda a gente lanchasse dentro da sala.
Falamos da importância de colocar no Compostor apenas as cascas de fruta do lanche. O resto (paus, erva,...), coloca-se de vez em quando com a ajuda de um adulto. Foi sugerido que se colocasse cartazes com avisos, lembrando que o Compostor não é um caixote do lixo.
Falámos também sobre o jardim e da necessidade de não o calcar. As sugestões para o proteger foram colocar avisos e uma vedação.
Falou-se também que ainda se joga bola na frente da escola, por vezes, magoando colegas. A professora lembrou que há muitas brincadeiras que podemos ter para além do futebol.
Amanhã na Assembleia vamos apresentar estas ideias e tentar , todos juntos, tornar a escola cada vez melhor.
Hoje foi dia de investigar a dissolução, tendo como variável a quantidade do soluto (açúcar) introduzido num solvente (água). Partimos desta questão-problema: Qualquerquantidadedeaçúcar(soluto)conseguedissolver-se semprenomesmovolumedeágua(solvente)?
Como de costume, o protocolo que orientava a nossa atividade, começava com a previsão. Cada um preencheu a tabela de acordo com o que achava que ia acontecer.
O grupo responsável pelo desenvolvimento da experiência identificou depois as 4 tinas, colocou a quantidade de solvente e de soluto indicadas no protocolo.
O controle do tempo de agitação, feito com avareta,foi feito em grupo, numa estimativa, com contagem dos 120 segundos.
Fizemos depois a verificação com o registo na tabela e pudemos concluir que existe um limite máximo para a solubilidade dos materiais, ou seja, num determinado volume de solvente (água), apenas conseguimos dissolver uma determinada quantidade de soluto (açúcar).
Ontem tivemos uma atividade muito interessante e aprendemos o
que é o Daltonismo.
O daltonisno é um distúrbio visual que impede que as pessoas
distingam as cores e que afeta essencialmente os homens.
A Carolina já nos tinha falado um pouco desse assunto pois o
avô e o primo têm esse distúrbio visual.
O formador falou-nos do ColorAdd, uma inovação mundial criada
por um jovem do Porto, o designer Miguel Neiva, que sentiu essa necessidade por
ser daltónico. Trata-se de um código de cores para daltónicos, usando símbolos
para cada cor primária e associações dos símbolos para as cores secundárias
(verde, laranja e roxo) e terciárias (castanho, por exemplo).
Este código de cores veio facilitar muito a vida dos
daltónicos na identificação e utilização dos lápis de cor, nos jogos (UNO, por exemplo), nos
medicamentos, no vestuário, nos transportes, nos hospitais,... ).
Não conseguimos imaginar como será que os daltónicos veem o
mundo até colocar os óculos especiais que nos deram!! É tão estranho e tão
difícil tentar observar o que nos rodeia!
Depois de colocarmos os óculos, dera-nos um desenho para pintar com uns lápis da Viarco espalhados na mesa. Esta marca de lápis identifica as cores com o código ColorAdd e e tivemos que procurar as cores por ele pois os lápis pareciam todos iguais! Percebemos como uma coisa tão simples
como pintar um desenho se pode tornar uma tarefa tão difícil!!
Estávamos tão agitados que a professora até brincou dizendo que não sabia que o daltonismo fazia as pessoas falarem muito e muito alto!
Hoje, logo de manhã, a Inês mostrou-nos duas etiquetas na sua roupa e uns lápis de
cor com o código Color Add! A partir de agora vamos estar todos muito mais
atentos às nossas roupas!
Fizemos um rastreio durante a atividade e nenhum de nós é
portador desse distúrbio. Esta atividade foi mesmo muito interessante!