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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Palestra

Já em férias a gente pequena voltou à escola para uma importante tarefa: falar de Biodiversidade.
O espaço mais amplo da escola é o refeitório e foi aí que se organizou um semicírculo para os mais pequenos e uma plateia para os maiores. A sala estava completamente cheia!
No átrio estava uma exposição de alguns dos trabalhos realizados.
Um grande cartaz apresentava uma frase de Eugénio de Andrade que apresentava na perfeição a esta nossa exposição!

Havia poemas, desenhos, pinturas, bandeiras representando árvores autóctones, quadras populares e poemas de vários autores.
Nos vidros esperavam-nos duas tarefas para depois da conversa: cobrir árvores de folhas, usando os tinta e os nossos dedos e criar poemas a partir do primeiro verso apresentado.
A nossa professora deu as boas-vindas a todos e apresentou os convidados. A professora Marília, representante da Direção do Agrupamento, abriu a palestra.
Fomos conversando, nós, os nossos colegas mais velhos e as nossas convidadas. A primeira foi a engenheira Mariana Cruz, nossa mentora no projeto. Seguiu-se a Xana Sá Pinto, bióloga que ofereceu os ovos para o nosso projeto dos bichos-da-seda e nos envolveu num trabalho sobre Biodiversidade nas comemorações do aniversário de Darwin. A última a participar foi a Ana Maria Pereira, bióloga, representante do projeto das 100.000 árvores que acompanhou todo o nosso trabalho desde o início. Todas falaram da importância do nosso trabalho, ajudando-nos no nosso objetivo de envolver o maior número possível de pessoas nesta tarefa de florestação e de defesa da biodiversidade.
Cantamos as nossas canções acompanhando-as com cavaquinhos e violas e no fim tivemos bolo e sumo.
Foi uma bela noite! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Histórias da Ajudaris

As aulas já terminaram mas continuamos em atividade neste blogue!
Hoje a notícia tem como tema o concurso de escrita "HISTÓRIAS DA AJUDARIS 17", iniciativa solidária que incentiva à leitura, à escrita e à cidadania. 

 
Recebemos um mail de onde destaco este texto:
 
Exupéry, a certa altura na obra “O Principezinho”, disse que “as coisas mais belas do mundo não podem ser tocadas ou cheiradas, são sentidas com o coração”.  E o coração do júri palpitou e rejubilou a cada palavra, a cada frase, a cada conto….! Um misto de sentimentos pairou durante toda esta intensa fase de emoções. Todos temos consciência  que não existe um livro tão gigante como o coração de cada criança que escreveu e de cada professor solidário que orientou.
Recebemos 1934 histórias extraordinárias, repletas de afetos e generosidade. Foram selecionados 920 trabalhos...
Queremos agradecer a todos os que participaram e, fundamentalmente, congratular todos os pequenos grandes autores e professores solidários que fizeram e fazem parte deste grandioso projeto.
 
Claro que todos temos que ficar muito contentes por esta notícia! O nosso poema foi um dos 920 escolhidos entre os 1934 concorrentes! Mas a nossa alegria é a dobrar porque descobrimos que os nossos colegas do Jardim de Trás-de-Várzea também estão entre os vencedores!
 
 
É bom poder ser solidário fazendo uma coisa tão simples como escrever na turma um texto!
Parabéns para nós e para os nossos colegas!!

terça-feira, 4 de julho de 2017

Biodiversidade

O ano terminou mas o nosso trabalho não!
Guardamos para esta altura a Palestra prevista para O Projeto das 100.000 árvores.
Vamos encontrar-nos na escola para os especialistas de palmo e meio falarem de
                      Biodiversidade
e para mostrar um pouco do muito que sabem.
Para enriquecer o encontro foram convidados outros artistas já com vários palmos, os da turma B, 2012/2016 que trabalharam também este tema em muitos projetos (Mil Escolas, Charcos com Vida,  Projeto Rios, realizar-se na Escola). 
Para ajudar estes mini especialistas, temos especialistas a sério que nos acompanharam ao longo dos nossos trabalhos! Esses vão poder tirar dúvidas, corrigir ou acrescentar alguma coisa.  
Vai haver tempo para conversa, para exposições, para poesia, para pintura e para música. No fim haverá também tempo para uma fatia de bolo e sumo, oferta dos pais!
 
Convidamos autarquia, colegas, amigos, família. A comunidade está convidada, será um prazer partilhar com todos o que sabemos!

Quando na última semana falamos do que poderíamos fazer neste encontro e nas razões por que o deveríamos fazer, foram surgindo muitas palavras. Estávamos num "pós-Pedrógão", muito sensibilizados...
Essas palavras que foram registadas num canto de um caderno estão agora no convite e dizem aquilo que sentimos...
 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

E chegamos ao fim do 1.º ano!!

- Passaram 170 dias desde que entramos nesta sala, sabiam?...
- Tantos dias, professora?!!
 
Sim, passaram 170 dias de trabalho e brincadeiras, de amuos e risos, de ralhetes e carinhos, de rabiscos, de poemas, de números e letras, de tropeções e nódoas negras, de vitórias, de derrotas,...  Sim, 170 dias que passaram a correr!!
Hoje foi o último dia desses dias no 1.º ano!
Todos cresceram uns centímetros, outros mais vão crescer nestes meses de verão!
 
Fizemos a nossa festa e correu muito bem!
- As pessoas aplaudiram, por isso, gostaram!
- Pois, e nós nem nos enganamos!
 E se se tivessem enganado, qual era o problema? Ninguém ia reparar! Esse ia ser um segredo nosso...
 
 
De tarde a maioria já não estava porque foi "de boleia" com os pais no fim da festa mas a sala não ficou vazia e quem lá estava teve muito que fazer!
Arrumaram materiais, confirmaram os manuais para entregar, separaram lápis de cor e marcadores em caixas, arrumaram mesas e cadeiras e no fim ainda começaram a pintar uma placa muito divertida com o nome para colocar na porta do quarto.
 
170 dias... mas ainda não acabou o trabalho! Ainda nos vamos encontrar nestas férias!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Chegou o VERÃO!!!!!!!

Hoje entramos na estação do ano preferida da maior parte da turma, o VERÂO.
No quadro, por baixo da data estava escrito esta frase que também passamos para o caderno:
Bem vindo verão!
Falamos do calor, das férias, da praia,...
O Duarte disse que os dias ficavam maiores e a professora brincou perguntando se passavam a ter 34 horas em vez das habituais 24... Mas o Duarte sabia responder! Ele explicou à turma que a Terra se aproximava do Sol, por isso ficava mais tempo a apanhar a sua luz. A professora brincou mais uma vez dizendo que era pena pois até lhe dava jeito mais umas horas no dia para fazer tudo aquilo que era preciso! 
Com esta conversa do Duarte, a propósito do movimento da Terra, aprendemos duas palavras novas numa expressão: órbita elítica. O desenho feito no quadro ajudou na explicação do Duarte sobre a posição do planeta em cada estação do ano.

No texto sobre o tempo fomos falando um pouco desta estação mas depois cada um fez um texto só sobre ela. Todos os textos falavam de férias, de praia, de calor, de roupa fresca, de banhos no mar, de passeios com a família,...

Mas o momento mais esperado só chegou de tarde!
Quando ontem se falou da chegada do verão, logo se concordou que era o dia ideal para o nosso tão esperado "banho de mangueira" ... Esta foi uma promessa feita pela professora nas vezes em que íamos regar o viveiro e apanhávamos salpicos de água. Ela dizia sempre que um dia trazíamos calções, chinelos, uma muda de roupa e ela "regávamo-nos". Esse dia ontem ficou então marcado para hoje!
Depois do almoço ensaiamos várias vezes a nossa dança. Ficamos todos a transpirar! Dançar é divertido mas cansa!
Antes do lanche, preparamo-nos e fomos ao nosso banho! Quem tinha muda de roupa podia estar mesmo mo meio da "chuvada", os outros tinham que ser menos "regados". Foi muito divertido! A D. Leonor veio pegar na mangueira para a professora também tomar banho. Ela foi a que ficou mais molhada!
Trocamos depois de roupa, lanchamos e pusemos a roupa a secar na rede do charco. Estava tanto calor que voltamos a vesti-las, já secas, antes de ir embora.

Esta foi uma excelente maneira de receber o VERÂO!
 
 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Que sala animada!

Nestes últimos dias a nossa sala tem sido uma confusão!
Uns acabam trabalhos de matemática, outros de português, ...
Hoje acrescentamos a estas tarefas os nossos primeiros ensaios para a festa final.
Vamos dançar a música de Chubby Checker   "Let's Twist Again" porque temos que representar os anos 60.
 
Esta música é muito animada! Fomos ver vídeos de danças dos anos 60 para criar a coreografia. Vimos coisas muito giras mas tivemos que escolher uns passos simples para os aprendermos bem!
Como está muito calor, ficamos logo todos cansados mas gostamos muito de dançar! Até usamos (as meninas) as saias que vamos levar na festa.
Depois de nós dança a turma B, saltando para a década de 70.

Outra das tarefas da sala estes últimos dias tem sido passa r numa folha textos e poemas fazendo a sua ilustração.

Ficam aqui mais alguns dos nossos poemas a partir dos títulos "Se..." e "Se eu fosse uma árvore..."
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Emoções...

Hoje, como não podia deixar de ser, mal entraram na sala começaram a falar sobre os incêndios... Só podia acontecer isto pois a televisão leva-nos a toda a hora para aquele inferno e o céu que víamos da janela não era o mesmo dos outros dias! Era um céu castanho com um ponto avermelhado que tentava mostrar-se... Tivemos que ligar as luzes da sala!
Escrever o habitual texto sobre o tempo hoje foi um pouco estranho... A primeira reação era dizer que o céu estava muito enevoado mas todos percebiam que não era nevoeiro o que víamos. Não sabiam dizer se o céu estava azul ou nublado pois o fumo denso parecia quase tocar no telhado da escola...
 
 
 
Hoje tinha que se falar desta catástrofe!
A visita do Presidente da República foi cancelada e até eles que são pequenos perceberam que só poderia ser assim. O Parque das Serras do Porto está a nascer, temos muito tempo para o visitar!
Durante a nossa conversa, relembramos tudo o que temos aprendido sobre a floresta e sobre as árvores (e muito sabem eles!), falamos dos atentados que elas sofrem, de catástrofes naturais e de atos criminosos... Como é evidente falamos sobre as pessoas que viveram e vivem este inferno, os habitantes daquelas localidades, os que lá passavam férias e os bombeiros... Estas pessoas passaram a ter para eles rostos quando lhes disse que a Mariana, a nossa mentora no Projeto das 100.000 árvores e uma das maiores amigas das árvores, foi apanhada por esta situação e está retida em Pedrógão Grande,  à espera que a situação melhore e que a filha de uma prima minha, a Maria Inês que é bombeira na Sertã, não vem a casa desde que o incêndio começou... 
- Professora, a minha casa também tem muitos eucaliptos à volta!! - disse de repente a Gabriela que a semana passada, no seu poema, tinha dito que se fosse uma árvore não queria ser um eucalipto porque atrai os incêndios...
Foi tempo de os sossegar um pouco, sobretudo porque uma valente trovoada se formava...
Depois de descansar a Gabriela, estivemos a ver com ela como podia resolver o seu problema. Não havia dúvidas! Em outubro bastará procurar árvores adultas (carvalhos, sobreiros, amieiros,...) e por baixo delas procurar sementes ou até pequenas árvores que poderão ser transplantadas. Como já muitas vezes falamos e reforçamos hoje, estas são espécies bombeiras que poderão fazer frente aos incêndios. 
Hoje não se cumpriu o plano de aula porque as perguntas e os comentários eram muitos...
Continuamos a passar e a ilustrar os nossos poemas "Se eu fosse uma árvore..." e lemos alguns deles para a turma.
 
Ao fim da manhã começou a chover!!!!
-Professora, será que lá também está a chover?
Saímos para almoço com a esperança de que estas gotas de água acalmassem a fúria deste inferno...
Esta é uma boa altura para relembrar os nossos hinos à floresta e para partilhar os poemas que já estão passados e ilustrados...