Somos uma turma agora do 4.º ano da Escola Básica de Recarei.
Gostamos de trabalhar, de brincar, de cantar, de pintar, e adoramos explorar a natureza...
Aqui nesta Caixinha Mágica vamos guardar os nossos tesouros para que os nossos amigos possam ver o que fazemos.
Começamos hoje a trabalhar no Dia do Pai. este trabalho vai continuar ainda uns dias!
Vamos fazer um quadro, um postal e criar o saco do presente.
De certeza que os nossos trabalhos vão ficar muito bonitos e os pais vão adorar!
Hoje aproveitamos o dia bonito e o sol para ir explorar o nosso charco e o nosso viveiro.
Ao fim da tarde arrumamos as nossas coisas e fomos ver com muita atenção se a primavera já espreitava. E espreitava mesmo!
Quando nos aproximamos do charco, muitas rãs que apanhavam sol saltaram para dentro de água. Ficaram muito quietinhas mas, passado um bocado, perderam o medo e conversaram connosco!
Algumas lá ficaram pousadas nas pedras, outras a boiar na água.
A seguir fomos espreitar as árvores.
A aveleira estava coberta de folhinhas novas e até uma joaninha a achou bonita pois passeava num dos ramos.
Os amieiros estão também cheios de folhas novas, ainda muito fininhas e os morangueiros silvestres estão já com flor.
Fomos observar os castanheiros que semeamos no Dia da Floresta Autóctone e conseguimos já ver bem as pequeninas árvores.
Espreitamos o nosso viveiro mas aí não vimos ainda muitas mudanças... Há algumasbolotase sementes germinadas mas ainda pequeninas.
Faltava ver uma coisa, as amoreiras. Ficamos muito contentes porque percebemos que pegaram pois estão cheias de pequenas folhas a nascer! Ainda bem, porque daqui a pouco vão fazer muita falta para os nossos bichos-da-seda!
Quando voltamos à sala estava quase na hora de tocar por isso hoje não trabalhamos com os cavaquinhos.
O sol brilhava e até já incomodava se abríssemos os estores!
Até dentro da nossa sala a primavera começa a espreitar!
Esta semana têm aparecido uns passarinhos, se calhar, vindos do calor de África... Por acaso não! Estes vão nascendo quando os recortamos, ilustramos e pintamos. Ganham vida quando as suas patas são coladas a segurar o corpo!
Esta é a história estamos a conhecer melhor, "Corre, corre, cabacinha", contada por Alice Vieira.
É uma história popular, que vem sendo contada há muitos anos de pais para filhos ou de avós para netos.
Ouvimos algumas versões muito simples e esta, de Alice Vieira, mais trabalhada.
Ouvimos a história, desenhamos as personagens, cantamos a fala da velhinha que deu nome à história, imitamos as falas e até treinamos a voz da velhinha dentro da cabaça, colocando as mãos em concha a tapar a boca.
Não sabíamos o que era uma cabaça e fomos procurar.
Aqui em Recarei uma "cabaça" é isto...
A cabaça devia ser muito grande para a velhinha se poder esconder lá dentro!
Em alguns dos desenhos que vimos, a cabaça parece mais uma abóbora.
Surgiram muitas perguntas durante a exploração da história:
- Como é que a velhinha via o caminho?
- Como é que a velhinha respirava lá dentro?
- O lobo acreditou mesmo?
- ...
É uma história, nasceu da imaginação de alguém, por isso, tudo é possível!
Hoje mudamos os bichos da seda para uma casa maior. Usamos um aquário que nos vai deixar ver o que se passa lá dentro.
Colocamos outra folha para eles comerem. É bom que as folhas das nossas amoreiras comecem a rebentar bem depressa porque os nossos amigos são mesmo comilões!
Na semana passada reparamos que os bichos-da seda se começavam a movimentar dentro do frasco. Era urgente arranjar comida mas não tínhamos nenhuma amoreira por aqui!
A professora comprou duas amoreiras este fim de semana que foram plantadas hoje ao lado do charco. Daqui a pouco já teremos alimento com fartura mas para já, vamos ter que as alimentar com as folhas que a professora trouxe hoje.
Pusemos uma folha do frasco e congelamos as outras para não se estragarem!
Bastou uma hora para que começassem a aparecer buracos na folha! Os nossos amigos estavam mesmo esfomeados!
Amanhã vamos muda-los de casa, esta é muito pequena para tanta gente!
Hoje o Vasco trouxe mais um livro para explorarmos. Era um livro sobre árvores.
Tinha muitas árvores, de todo o mundo.
Procuramos árvores nativas do nosso país e encontramos algumas. A primeira que procuramos foi o pinheiro-manso. Lá estava ele com as folhas e com as pinhas.
Estivemos a relembrar o que aprendemos na saída de campo sobre os dois pinheiros que lá vimos, este e o pinheiro-bravo. Estivemos a relembrar como os podemos distinguir (a forma do tronco e da copa, as pinhas). Lá estavam as folhas fininhas que nós não conseguimos identificar quando fizemos a saída de campo!
Depois do pinheiro procuramos árvores que são "invasoras" (uma palavra nova que aprendemos) e encontramos a mimosa e o eucalipto. A seguir fomos procurar a amoreira porque estamos à procura de uma para dar as folhas aos nossos bichos-da-seda.
Ainda vamos explorar muitas vezes este livro do Vasco!